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Eleições 2026 – Estratégias para um Brasil Democrático e Soberano

Os acontecimentos políticos e geopolíticos recentes apontam para um quadro político instável e profundamente polarizado, que tem como centralidade as eleições de 2026 e as estratégias eleitorais e para o próximo governo ali eleito. Conquistar-se um novo governo progressista, como o atual, demandará composições que lhe permitam a vitória eleitoral, mas, ao mesmo tempo, que lhe permitam um futuro governo com melhores condições de avanço em direção a um “Projeto de País”. Assim, o desafio é não apenas conseguir-se a vitória nas eleições presidenciais, mas permitir ao novo governo sedimentar-se em um processo de transição simultaneamente negociado e disputado. Negociado, por um lado, pela necessidade de compor maiorias políticas, particularmente congressuais, mas também sociais, com interesses distintos que se precisarão articular e que serão limitantes no prazo de um mandato. Disputado, por outro lado, por precisar referir-se a um horizonte de mais largo prazo, na direção da disputa de um “Projeto de País”, cuja consecução demanda a constituição de uma correlação de forças e uma visão de longo prazo, do qual o tempo de um governo é parte e não fim absoluto, já que vários aspectos desse projeto são estruturais e precisam de mudanças de mais longo prazo, mas que demandam sedimentação de premissas para sua continuidade, tanto no âmbito interno ao País, como em sua inserção geopolítica, particularmente na América do Sul.

Participação: Tarso Genro

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