Muito difícil falar-se em integração regional, envolvendo vários países com interesses comuns, no caso da América do Sul, ou América Latina e Caribe, sem uma forte participação do Brasil. A liderança regional brasileira, que havia sido bastante marcante a partir da década de 1980, permitiu que a região, com suas várias leituras regionais, ganhasse protagonismo e densidade econômica e geopolítica. Essa densidade se foi arrefecendo com o desmonte democrático que aconteceu em vários países da região, particularmente no Brasil, reduzindo bastante a importância geopolítica que a região havia conquistado através do fortalecimento de várias estruturas de articulação regional. Todas essas instituições perderam protagonismo no período, levando a que os países recuassem para processos de relação fortemente bilaterais, com enorme perda de densidade e influência, e com crescente dependência dos países “centrais” do jogo geopolítico e geoeconômico mundial.
Participação: Tarso Genro, Paulo Abrão e Sílvia Portela