A deflagração dos ataques de Israel e EUA contra o Irã, no sábado 28 de fevereiro, é mais que um flerte com o apocalipse, beirando quase com o estupro do mesmo. Uma grande quantidade de fatores distintos e até contraditórios contribuem para esse desfecho. As explicações dele passam, entre outras, por aspectos que dialogam com a crise por que passa a hegemonia dos EUA, conquistada no pós Segunda Guerra e, particularmente no pós desmonte da antiga União Soviética. Mas vários outros aspectos estão também envolvidos nessa explicação, particularmente as crises internas por que passam os governos de Trump e de Netaniahu, as disputas geoeconômicas que têm no Oriente Médio a principal fonte de energia oriunda do petróleo, as diferenças religiosas dentro do islamismo, com importantes contraposições entre xiitas e sunitas, a busca expansionista do sionismo na direção de uma “Grande Israel” e consequente expulsão de palestinos do território onde os dois povos se formaram historicamente, a evolução tecnológica com desenvolvimento exponencial, os novos sistemas de acumulação de riqueza e daí por diante.
Participação: Carlos Eduardo Martins e Tadeu Valadares


