O quadro geopolítico mundial vem tendo rebatimentos nas Américas e no Brasil. Além dos conflitos estabelecidos em escala mundial, há que se levar em conta aspectos mais voltados ao continente americano, com a “Nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA” e, como desdobramentos, o sequestro do Presidente Maduro na Venezuela, o cerco a Cuba e, agora, de maneira mais direta ainda, a realização de encontro, em 07 de março de 2026, no resort de Trump na Flórida, a convite deste, onde anunciou a constituição do que chamou de “Escudo das Américas”, sem nenhum convite a Brasil, Colômbia e México. Também, como decorrência envolvendo o Brasil, os movimentos no sentido de declarar por legislação dos EUA, facções criminosas brasileiras como PCC, Comando Vermelho e outras como narcoterroristas internacionais, ampliando uma ameaça sobre nosso país. Ademais disso, a ocorrência de movimentos na direção de um acordo militar entre os EUA e o Paraguai, permitindo presença militar norte-americana em território contíguo ao território brasileiro, ao mesmo tempo em que ocorre uma visita de um representante do governo americano, no presídio da Papudinha, ao ex-Presidente Bolsonaro. No caso brasileiro, claramente, essas ações devem se desdobrar também numa tentativa de influência eleitoral em outubro de 2026. Tudo isso no meio de um quadro de capacidade dissuasória brasileira totalmente comprometida.
Participação: Manuel Domingos Neto e Raphael Padula

